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Tudo e Nada


Filme do Serra

A piada não é minha, mas do Marcel.

Segundo ele, o PSDB deveria parar de reclamar do filme do Lula, que estreia só em 2010, e sair correndo para produzir o seu sobre José Serra. Com a onda de Crepúsculo e Lua Nova no ar, filme de vampiro está na moda. Poderá ser um sucesso.



Escrito por Roberto Rockmann às 10h36
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Dica de investimento

Quem não gosta de se arriscar no mercado acionário tem uma oportunidade de ouro: começa hoje a reserva das debêntures do BNDES, com investimento mínimo de R$ 1 mil reais e máximo de R$ 500 mil. O risco é o risco do governo, a rentabilidade média bem acima do CDI, podendo chegar a mais de 105%.

A reserva vai até dia 10/12.

É só entrar no site da sua corretora e seu banco e perguntar ao gerente. Oportunidades assim são difíceis de encontrar. Vale à pena pensar em colocar uns 20% do que se tem a investir nesses papéis.



Escrito por Roberto Rockmann às 08h03
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O estranho Natal de Bob Dylan

A fama merecida, a história irretocável, a relevante influência sobre os Beatles, em um hotel nova iorquino da metade da década de 1960, a voz fanha e esganiçada são marcas registradas do homem que deixou uma geração revoltada ao plugar uma guitarra.

Bob Dylan sempre foi um artista diferenciado. Matéria na Folha indica Dylan para crianças, fãs e vovôs. Para os últimos, tem o trigésimo quarto álbum, "Christmas in the Heart", que surge com uma proposta estranha mesmo para ele: 15 músicas de feriados religiosos.

Quem sabe mais perto do fim da vida ele esteja vendo que o "homem acredita em Deus porque é fraco".



Escrito por Roberto Rockmann às 07h43
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Quando os homens alcançam a glória

Parece que Jon Krakauer fez de novo. Depois de ter escrito há quase dez anos um dos melhores livros reportagem dos últimos 15 anos - "Na Natureza Selvagem", que se tornou um excelente filme nas mãos de Sean Penn e uma grande trilha sonora nas mãos de Eddie Veder -, o jornalista está de volta com um novo livro, lançado há menos de dois meses nos Estados Unidos.

"When Men Win Glory" é o relato do homem da foto aí de cima - Pat Tilmann, jogador de futebol americano bem acima da média, com dinheiro na conta e mulher bonita ao lado. Figurinha presente nas seleções de All Star, Tilmann, em maio de 2002, decidiu renunciar a um contrato de US$ 3,6 milhões por três anos no Cardinals. O motivo? Resolveu se alistar no exército. Estava preocupado com a América pós 11 de setembro e julgava que ele precisava lutar contra a Al Qaeda.

Dois anos depois, Tilmann morreu no Afeganistão. Apesar de óbvio para uma dúzia de colegas de batalhão que os tiros fatais tinham vindo de um ranger do mesmo batalhão, o exército buscou esconder a informação por algumas semanas da família, amigos e da imprensa. Tilmann era sempre lembrado por Bush filho em seus discursos sobre o sucesso da sua política externa.

Com um roteiro assim e com um excelente antecedente, não é difícil estimar que Krakauer novamente deve ter feito um baita livro, que por aqui deve demorar a chegar.



Escrito por Roberto Rockmann às 09h27
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Lua Nova

A primeira vez que eu ouvi falar no universo de vampiros e lobisomens criado por Stephenie Meyer foi ano passado, quando a Carol disse para a Tuka que não estava mais com medo de ficar sozinha durante a semana, que estava destemida como a Bella, a protagonista dos quatro livros, que hoje são o maior sucesso de vendas de livros e de filmes do mundo.

Quando a Tuka alugou há alguns meses "Crepúsculo", o primeiro, achei que fosse dormir. Não dormi. Um filme bonzinho, nada mais, nada menos.

Querendo ir ao cinema, mas sem muitas opções novas, já tendo visto filmes bons, como "Inglórios" e como "500 dias com ela", fomos ver ontem a segunda parte, "Lua Nova", em um cinema apinhado de adolescentes. Com duas horas e vinte minutos, o filme é bonzinho, mas para se ver em casa; eu cortaria uma meia hora, assim não precisaria ficar olhando meu relógio a cada meia hora para ver se o filme não ia terminar.

O destaque é a atriz Kristen Stewart, que participou de "Into the Wild", fazendo a menina que se apaixona por Chris e que no filme cantava uma música. Com 19 anos, Kristen é a mais nova estrela global.



Escrito por Roberto Rockmann às 11h10
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Ortografia

Olhou a frase com um ar de suspeição. Não havia nada demais nela. Era simplória, não trazia metáforas, não tratava de metafísica. Mas havia um detalhe: ainda não incorporara ao seu vocabulário as novas regras de ortografia que tinham entrado em vigor no início do ano. Já estava cansado. Não era a primeira reforma a que assistia.

Pouco perto de seu nascimento, tinha vindo uma que ficara marcada na sua vida: de um dia para o outro, até seu nome mudara. Perdera o "ipslon" que o escrevente do cartório fizera questão de colocar, alegando ao pai que nomes não mudavam, dependiam da força de vontade dos donos. Aquela seria a primeira perda de muitas, mas não deixava de ser simbólica.

Seu pai ficou triste com a decisão do governo, quis entrar com uma ação contra o escrevente, que deveria estar a par das mudanças, mas abandonou a empreitada, ao ver a burocracia. Resolveu chamá-lo na frente de outros de "Moacyr, com ipslon". 

A ortografia superava a vontade do escrevente e do pai. Como não tinha ido à escola, aprendera português e matemática com o pai, que de uma outra geração ensinou ao filho palavras de uma outra reforma. Nunca se esquecera de que passava todo o dia na "Pharmacia Godinho" quando ia à escola. Mas hoje a farmácia era outra e ele nem sabia se tinha acento ainda tinha.

Seus pensamentos voltaram à tela do computador. "O herói é um, os heróis são vários e retêm a história consigo". Era uma frase que estava na abertura do sétimo capítulo de seu novo livro sobre língua portuguesa. 

Os acentos estavam certos? Tinha ouvido que ditongos abertos abertos em ei e oi não seriam mais acentuados. Ou seja, o comunismo não tinha acabado na Coréia do Norte, mas o acento, sim. E no caso de herói? Achava que o acento se mantinha, mas e quando a palavra se grafava no plural? A lógica dizia que o raciocínio se mantinha, mas não tinha certeza.

Leem não tinha mais acento, e retêm?

Olhou outra vez a frase e achou uma alternativa. Um sorriso matreiro veio em seus lábios. Agora poderia falar sobre os tempos atuais. "O herói é um, os heróis são vários e retêm a história consigo. E, com a nova reforma, cu continua sem acento?"



Escrito por Roberto Rockmann às 11h05
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Geração perdida

Ontem um amigo me perguntou se eu tinha comprado a Playboy da Fernanda Young. Disse que não, que fazia muito tempo que não comprava a revista. Brinquei dizendo que a Playboy de hoje nem mulher de verdade, nem entrevista boa tinha.

Sou de uma geração que, para ver mulher pelada, tinha, grosso modo, três opções. A primeira era enriquecer a cultura assistindo a filme nacional baseado na obra de Nelson Rodrigues. "Sete Gatinhos", "Bonitinha, mas ordinária", esse com a Lucelia, não a versão asséptica com a Alessandra Negrini. Os elencos eram globais, tinham José Wilker e Vera Fischer, tinha até Regina Casé em algum filme perdido na memória. Depilação zero, silicone zero.

A segunda alternativa se chamava "Documento Especial - Televisão Verdade", que passava no início na TV Manchete, que nem existe mais. O programa, dirigido por Nelson Hoineff, passava primeiro às quintas e acho que depois foi para as segundas. Desfilavam mulheres, prostitutas, um lado obscuro numa televisão que ainda vivia o fim da censura - sou da geração que ainda viu o lembrete da censura passar quando os filmes iam começar depois das dez da noite.

A Playboy era a terceira opção, uma alternativa rebuscada, diria. Além de Claudia Ohana ao natural, de Monique Evans, até da apresentadora Xuxa, a revista trazia grandes reportagens e ótimas entrevistas, o que fazia alguns dizerem que a compravam para ler e não para ver.

Hoje os filmes que faziam corar os censores na década de 1980 passam às duas da tarde, a Playboy não é sombra do que foi e mulher com silicone e depilação de atriz pornô se vê na esquina em qualquer banca.

Para onde vamos? Respondendo ao e-mail de uma prima cujo filho vai casar com uma menina que não sabe fazer muitos afazeres domésticos, meu pai disse que o mundo tinha mudado, que a geração minha e do filho dela não sabe fazer nada. Mulher agora trabalha, homem não troca mais lâmpada, não conserta o chuveiro, não sabe remendar um cueca, nem mexer no carro, razão pela qual a Porto Seguro está ficando cada vez mais rica. Para onde vamos? Não sei, mas é preciso andar para frente, terminou meu pai.

Ainda bem que mulher não tem mais de se submeter aos afazeres domésticos, que exista a Porto Seguro, mas, no mar de silicone, celebridades instantâneas e imbecilidade que paira no ar, alguma coisa se perdeu. Mas talvez tenha sido sempre assim.

De qualquer modo, eu vou atender ao pedido de Fernanda Young, vou comprar a revista, como sinal de minha desforra aos sinais trocados.



Escrito por Roberto Rockmann às 10h47
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O filme de Lula por José Simão

Na coluna de hoje na Folha:

"E a estreia do filme do Lula? "Lula, Filho do Brasil". Mas o Lula não foi à estreia. Dizem que ele foi assistir a "2012". Pra ver se a Dilma conseguiu ser eleita. Rarará! E o filme acaba mal: NO FINAL ELE VIRA PRESIDENTE! Pronto, contei o final, estraguei o filme! E eu não sabia que o Lula era filho da Glória Pires!
E nos Estados Unidos o filme do Lula vai passar como "SHREK 4": o mocinho é um ogro, não tem um dedinho e no final fica com a FIONA! E a dona Marisa foi representar o Lula na estreia. Será que o filme é mudo?
Aliás, você sabe por que o ator aceitou o papel do Lula? Porque não tinha de beijar a dona Marisa no final. Rarará! Ô esculhambação! A dona Marisa na estreia tava um misto de Marta Suplício com a Joelma da banda Calypso!"



Escrito por Roberto Rockmann às 09h46
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Reminiscências

Entrei no Colégio São Luís em 1984, quando naquela época não se falava em pré-3, e saí de lá em 1995, sem ter ideia de que um dia haveria Enem, mas tendo concluído o terceiro colegial e ingressado direto na ECA-USP. Fiz amigos, um deles, de toda a vida, mantenho até hoje, joguei muito futebol, aprendi muito e ganhei base para a minha futura profissão.

Me perguntaram nesse fim de semana quando eu resolvi ser jornalista. Não me lembro com exatidão, mas acho que foi já no início da década de 1990 e a culpada é a Agatha Christie e seu Hercule Poirot. Desde "Noite das Bruxas", lido na sala de trabalho do meu pai, que mantinha uma extensa coleção da rainha do crime, não parei mais. Fiquei fascinado pelo personagem e pelos mistérios, ainda mais incentivado pelo fato de que meu pai disse que não era livro para quem era muito novo - estava eu na quarta série. O desafio do pai foi o estímulo necessário para se aventurar nos crimes desvendados pelas pequenas células cinzentas do detetive belga.

Comecei a escrever, tentando imitar os mistérios dela, mas, ciente da falta de talento, logo abandonei a empreitada, mas o gosto por ler e escrever se manteve intacto, somado ao gosto por História. Foi no segundo colegial que comecei a ter aulas de português com um professor alto, cabeludo, de óculos, que parecia um hippie emergido da década de 1960. Seu nome era Martinho, suas aulas, muito acima da média.

Não seguia livro. Não tinha apostila. Gostava de usar a lousa para explicar os conceitos e ia destrinchando verbos, conjugação verbal. Suas provas eram mais complicadas que as do vestibular. Buscava mostrar aos alunos o português no dia a dia. Pegava uma música de Chiuco Buarque e apontava que havia um erro na gramática coloquial. Os olhares teriam de se virar nas estrofes para ver que o compositor em uma delas utilizava o tu, depois de ter escrito todas as outras utilizando você.

Para apontar erros de concordância ou então de conjugação verbal, vinha com colunas de Carlos Heitor Cony e Clovis Rossi. Ou então com tirinhas de Calvin.

Há um ou dois anos, o colégio me ligou. Estavam fazendo um "recall" de ex-alunos e afins e fazendo entrevistas sobre os momentos marcantes. Perguntaram quais os professores que tinham tido impacto na formação. Se a memória não falha, citei Iolanda, a professora de História, e frisei com destaque que, se eu sabia ler e subentendia a ironia de Machado de Assis e se escrevia e falava com alguma correção, eu devia ao Martinho. Devia a ele também o fato de ter conhecido Carlos Heitor Cony, para mim o autor brasileiro da história recente do país.

Pois foi esse mesmo Martinho que, segundo e-mail que recebi nessa manhã, faleceu na semana passada e cuja missa de sétimo dia será celebrada às 19 horas no dia 18. O único consolo que se tem é que o tempo só permite a sobrevivência dos que realmente fazem diferença. Nesse quesito, aquele professor de português, que ainda tinha um cachorro bassê da cofap, passou com sobras no teste. Até um dia.



Escrito por Roberto Rockmann às 09h49
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Imprensa

Se um ET tivesse vindo à Terra e tivesse lido a Folha desse domingo, pouco entenderia. Talvez pensasse que o filho de 18 a ser reconhecido proximamente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tivesse nascido apenas agora. Dezoito anos depois do nascimento, um grande jornal faz matéria e vende o fato como um furo.

Caros Amigos, quando fez a matéria há muitos e muitos anos, com o sugestivo título de  "Por que a imprensa esconde o Filho de 8 anos de FHC com a jornalista da Globo?" foi tachada de mentirosa, falsa. E fez-se o costumeiro silêncio da grande imprensa.

Vinte anos atrás, na reta final da corrida eleitoral, Lula foi alvejado pelo caso Lurian. Dois pesos, duas medidas.

Em seu blog, ontem, Luis Nassiff relata: "Sempre me recusei a divulgar essa notícia do filho do FHC, talvez por respeito a Dona Ruth e ao filho não reconhecido. (...) Mas obviamente se tratava de uma questão de Estado. Um presidente da República mantinha um caso ultra-semi secreto e devia favores a uma rede de TV concessionária do Estado. Sem qualquer sombra de dúvida, é um caso muito mais grave que o de Renan Calheiros, muito. Envolve uma emissora de TV que recebeu favores do governo."



Escrito por Roberto Rockmann às 09h19
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A estreia de 2010

A parceria entre o diretor Paul Grenngrass e o ator Matt Damon rendeu Jason Bourne, protagonista de uma das melhores, mais eletrizantes e tensas trilogias de ação das últimas décadas. Filmes tão bons que é difícil se saber qual é o melhor, embora minha preferência recaia sobre o último, em que mal se consegue respirar entre as cenas de perseguição da Europa à África, passando pelos EUA.

Especula-se que o quarto filme da série deva sair até 2011. Enquanto não sai, no próximo ano a dobradinha se repetirá de novo, em outro cenário e em outro roteiro.

Deve estrear no primeiro semestre de 2010, "Green Zone", sobre a invasão dos Estados Unidos no Iraque. Aqui vc pode assistir ao trailer.

 



Escrito por Roberto Rockmann às 10h33
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2012

Desde a metade da década de 1990, a Casa Branca já foi destruída, pelo menos, cinco vezes, o mundo, pelo menos, umas dez vezes. A causa? De invasões de alienígenas a eventos mais tradicionais, como guerras. Dessa vez a novidade é uma profecia maia, que aponta o fim do mundo para dezembro de 2012, mais precisamente para 21 de dezembro daquele ano, dia do solstício de inverno no hemisfério norte.

Estreia mundialmente amanhã "2012", o mais recente desses filmes catástrofes, um gênero que começou a ganhar força em Hollywood nos últimos anos depois de "Independence Day".

A se julgar pela reação dos críticos americanos, o filme, cujas cenas de destruição vão do Himalaia ao Rio de Janeiro, tem a mesma qualidade do supra citado, ou seja, é longo, arrastado, cheio de efeitos visuais e pirotecnia da melhor qualidade, mas que não seguram a baixa qualidade do roteiro.

Ou seja, em vez de gastar dinheiro e tempo nele, vá ver "500 dias com ela".



Escrito por Roberto Rockmann às 09h10
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Velas

Em dez anos, assisti como testemunha ocular  e repórter de energia a três apagões de grandes proporções. O primeiro ocorreu em março de 1999. As autoridades culparam um raio que caiu em uma subestação de Bauru, o que causou estranheza em muitos. Uma subestação tem sistema de para raios. Dois: não havia registro de raios na cidade de Bauru. Três: se tivesse um raio, teria ocorrido num raio de 50 km da subestação.

Jabuti não sobe em árvore. O raio era a desculpa. O sistema elétrico estava à beira da exaustão. Nos bastidores, os grandes consumidores recebiam ameaças para reduzir o consumo no horário de pico. Para a sociedade, era agilizado um ambicioso programa de termelétricas, cujo tempo de construção era muito mais rápido que o das hidrelétricas. Fracassou.

Em junho de 2001, era decretado o maior racionamento da história do país.

Dia 22 de janeiro de 2002, início da tarde de uma segunda-feira, um dia de calor na cidade de São Paulo. Um apagão, que teria se originado em uma subestação do interior paulista, provoca um corte de luz no Sudeste e Centro-Oeste. A fragilidade do sistema mais uma vez estava exposta.

Dia 11 de novembro de 2009, mais de 50 milhões de pessoas ficam sem luz por conta de um problema em Itaipu. Fato interessante por ocorrer na mesma semana em que os reservatórios atingiram seu nível recorde em dez anos, por conta das chuvas dos últimos meses, e na mesma semana em que o governo diz que o Brasil está crescendo entre 8% a 10% em termos anualizados no terceiro trimestre.

Mestre Delfim Netto sempre gosta de frisar em todas as suas palestras que os ciclos econômicos no Brasil têm sido afetados ao longo das décadas por dois fatores: as contas externas e a energia.

Jabuti não sobe na árvore.



Escrito por Roberto Rockmann às 10h38
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Nova revista

Um dos melhores canais da televisão brasileira, com um discurso longe do ufanismo da Globo, a ESPN Brasil lança mais um tentáculo: sua revista, que em sua primeira edição traz o quase septuagenário Pelé na capa.

A julgar pela qualidade dos programas e do site, é leitura obrigatória. Além de Pelé, a revista traz o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, que diz que em sua carreira nos gramados paulistanos fez mais gols que Obina.

Aqui pode-se ver o primeiro número.

 



Escrito por Roberto Rockmann às 11h04
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Fígado cru

Sinceramente, não consigo entender como alguns filmes saem do papel e ganham as telas de cinema e da televisão. Ultimamente, o Telecine começou a passar duas das maiores bostas filmadas nos últimos anos, dois fortes candidatos ao prêmio Framboesa de Ouro, que nunca entendi por que leva esse nome, se a fruta é gostosa; na verdade, devia se chamar fígado cru.

"O Procurado" é um filme cujo maior destaque são os lábios e as curvas de Angelina Jolie, apesar de ela sempre aparecer bem vestida. O roteiro é baseado numa HQ de Mark Millar. Algo difícil de descrever. Talvez lá funcione, no cinema não. Trata-se de um muleque cujo pai era um assassino talentoso e que é recrutado para ajudar o mundo; um de seus feitos é que ele consegue fazer as balas fazerem curvas. Ajudariam mais o mundo o diretor e o roteirista se tivessem desistido de fazer a porcaria.

Aliás, gostaria de saber quem é o agente que escolhe os filmes da Angelina Jolie, com exceções honrosas, como Changelling, o cara parece destinado a ser o agente da Cinderela baiana Carla Peres.

A segunda bosta é "Controle Absoluto", que estreou nesse fim de semana no Telecine, que relata a história de um homem e uma mulher que nunca se viram antes, mas são obrigados por um hipercomputador a juntarem forças para ajudar num plano que deve dar fim a 12 dos maiores nomes da República americana. As cenas de ação não são ruins, mas o filme é risível, parece video game, mas video game ruim.

Desse jeito prefiro jogar Zelda em Ocarina of Time ou Wind Waker.



Escrito por Roberto Rockmann às 09h51
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